LEITURA & CINEMA (Ficção e Realidade)

GRANDES BATALHAS DOS ESTADOS UNIDOS

Influência Indígena Americana na Conquista dos EUA

A Batalha de Little Bighorn

A expressão dos quadrinhos que se iguala ao cinema: “Missão em Great Falls” - O mito de uma revolta indígena no Canadá, escrita por Guido Nolitta

Artigos do Blog.

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Ao longo dos séculos XIX e XX, os Estados Unidos configuraram um império econômico. Com a Conquista do Oeste, o país teve o seu território aumentado em aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados. A propriedade de terras produtivas e abundantes em minerais possibilitou que os Estados Unidos vivenciassem um rápido desenvolvimento industrial e estabelecessem uma posição dominante no continente americano.

A Doutrina Monroe e o Destino Manifesto, que pregava a missão civilizadora dos norte-americanos, foram utilizados como instrumento para o expansionismo e o imperialismo dos Estados Unidos.

Em busca de terras entre vastas de gramíneas (pradarias) para a criação de gado, os colonos americanos iniciaram a ocupação do Texas.


A expansão territorial resultou em conflitos com as tribos indígenas que habitavam as regiões, forçados a se deslocar para lugares que denominaram de reservas, delimitadas pelo governo, ou serem sujeitos ao extermínio.

Durante a Conquista do Oeste americano, vários grupos indígenas, como os Cheyenne, Cherokee, Blackfoot, Dakota, Sioux, Apache, Navajo, Comanche, Ute, Shoshone, Iroqueses, Pueblo, Creek, Chippewa, Seminole, entre outras, resistiram à expansão dos colonos. Esses povos enfrentaram conflitos armados, tratados de paz e, em última instância, foram deslocados e confinados em Reservas. 

O genocídio nos Estados Unidos da América (EUA) foi um processo com apoio declarado dos setores que deslumbravam a possibilidade de lucros com o extermínio generalizado dos índios e sua substituição par áreas integradas ao sistema de comércio, que renderia dividendos a banqueiros, fazendeiros, industriais das ferrovias e implementos agrícolas e outros capitalistas.

Os genocídios indígenas abaixo do Rio Grande (Colorado) em sua ampla maioria foram frutos das ações particulares locais e descoordenadas: invasores que ampliavam seus domínios de terras e servos (América Espanhola) e que para tanto assassinavam a população nativa e destruíram o ambiente em que viviam.

A Batalha das Treze Colônias


 

 

 

 

 https://www.youtube.com/watch?v=lq_b4f7yOt4

 


Nos Estados Unidos, até o século XIX, o extermínio foi realizado por indivíduos particulares. Durante dois séculos, os invasores que arranhavam a costa leste combatiam com violência as incursões dos povos originários, que ofereciam justa resistência à invasão de seu território pelos bárbaros europeus, que não possuíam nenhum respeito pelo ambiente e pela vida dos habitantes que eram, na verdade, os donos daquelas terras. Os povos originários conseguiram extirpar por algum tempo os núcleos de invasores europeus no século XVI. A expansão da fronteira para regiões densamente habitadas por índios, como Albany na segunda metade do século XVIII, empurraram a participação dos colonos das TREZE COLONIAS na GUERRA DOS SETE ANOS, uma vez que os indígenas se cindiram entre aqueles que estavam com os franceses e aqueles que estavam com os ingleses e os colonos.

O império inglês nas Américas era mais descentralizado do que o espanhol e o português: a Inglaterra controlava 27 colônias na região. O empenho era por representação e direitos políticos junto ao patrimônio inglês por um grupo organizado de colônias: justamente as 13 colônias continentais se rebelaram. A crise entre estas e a Inglaterra teve lugar após a Guerra Franco-Índia (1754 – 1763), quando os franceses estabeleceram alianças com determinados grupos indígenas insatisfeitos com os colonos. Juntos, lutaram contra a Inglaterra em obstinada guerra por possessões na América do Norte. Ao fim, os ingleses alcançaram a vitória graças à organização colonial e ao exército regular que atravessara o Atlântico para enfrentar os inimigos.

Baseado nesses fatos acima mencionados, foi produzido o filme “O Último dos Moicanos” (The Last of the Mohicans), um épico estadunidense de 1992 do gênero aventura/western, tendo como diretor Michael Mann e seu principal elenco: Daniel Day-Lewis, Madeleine Stowe, Wes Studi, Russell Means, Jodhi May. A música é composta por Trevor Jones e Randy Edelma. Sua sinopse inicial traz o seguinte roteiro:

No século XVIII, em meio à guerra entre franceses e ingleses no continente norte-americano, um homem branco criado pelos indígenas tenta defender a sua tribo dos ataques. A ação da história se passa em 1757, durante a Guerra Franco-Indígena (parte da Guerra dos Sete Anos), nas montanhas de Adirondack no que era então a colônia britânica de Nova York. Os três homens estão viajando com destino ao Oeste para encontrar um novo lar. O mais velho é Chingachgook, o último chefe da tribo dos moicanos. Com ele, estão seu filho, Uncas e um filho adotivo, um homem branco chamado Nathaniel Poe, que também atende pelo nome de Nathaniel Hawkeye. Enquanto isso, o major Duncan Heyward, do exército britânico, chegou a Albany. Ele foi enviado para servir o coronel Edmund Munro, o comandante do forte William Henry, no Lago George, um ponto importante da defesa de Nova Iorque contra os franceses no Canadá. A Duncan Hayward também foi dada a tarefa de escoltar as duas filhas do coronel, Cora e Alice, até o forte onde seu pai está no comando. Os três aventureiros nativos encontram a comitiva de Duncan por acaso, salva-os do ataque de um pequeno grupo indígena e juntos acabam acompanhando-os ao mesmo destino.



























 

 



Lançado em 1992, 'O Último dos Moicanos' é um recorte da disputa por territórios na América do Norte entre franceses e ingleses no século 18.





A participação indígena na independência dos Estados Unidos foi complexa e multifacetada. Enquanto algumas tribos se aliaram aos colonos, outras se posicionaram contra a independência. A função indígena na Guerra da Independência foi mais significativa na fronteira, onde as tribos desempenharam um papel crucial nas estratégias de combate e reconhecimento do território.

Após a independência, os indígenas foram deslocados de suas terras e enfrentaram novas ameaças, com a expansão dos colonos para o Oeste (séculos XIX e XX), a criação de reservas e o genocídio indígena.

O governo dos Estados Unidos começou a exterminar populações indígenas inteiras, em eficientes operações de ‘limpeza’ étnica, a começar com a terrível varíola, contaminada em lençóis (cobertores, preferido pelos nativos devido ao frio) e roupas, que eram distribuídos entre estas comunidades, juntamente com inúmeros conflitos criados pelo governo norte-americano, onde os confinados das reservas eram alvo do Winchester (rifle) dos soldados ianques. Os indígenas sobreviventes eram colocados em reservas cada vez menores e impróprias ao seu modo de vida, e aqueles que empunhavam qualquer resistência eram sumariamente executados pelo Exército dos EUA. Para alguns especialistas em história, foram caracterizados como genocídio todo o processo de conquista dos Estados Unidos.                                                                     


 






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A Batalha de Little Bighorn

“A batalha de Little Bighorn inspirou Hollywood em muitos filmes de Bang-bang”. (Revista: Aventura na História, 25/06/2019).

O dia 25 de junho de 1876 amanheceu com cheiro e gosto de glória para o general George Armstrong Custer e seus 647 homens da 7ª Cavalaria.

Finalmente, a caça aos índios que haviam se rebelado contra o governo dos EUA tinha chegado ao fim. Ao longo do vale do rio Little Bighorn, no atual estado de Montana, repousava o maior acampamento indígena já visto naquelas bandas.

Custer e seus homens encontraram o grande aglomerado indígena, liderado pelos chefes Touro Sentado e Cavalo Louco. Subestimando o número de inimigos, o general Custer ordenou o ataque. Mais numerosos e bem armados, os nativos aniquilaram os soldados.

Segundo o plano original, Custer teria de encontrar os índios rebeldes, mandar um aviso para o forte, esperar pela chegada de outras duas colunas do Exército e, só então, avançaria. Mas “Cabelos longos”, como era conhecido pelos indígenas, transbordava de ambição. Em depoimento ao jornalista John Finerty, que, em 1890 publicou o livro “War-Path and Bivouac” (“Em Pé de Guerra e Bivaque”, inédito no Brasil), o general John Gibbon afirmou ter alertado Custer para que aguardasse por reforços. E o comandante teria dito: “Não, eu não esperarei”. A vitória sobre os índios seria sua glória pessoal. “Ele era implacável. Mudava de opinião o tempo todo e sempre achava que estava certo. Nunca pedia palpite a seus oficiais. A nós, restava obedecer”, relatou James Horner, cabo da 7ª Cavalaria e um dos sobreviventes do massacre, também em depoimento a John Finerty.

A obediência ao comandante da 7ª Cavalaria custou caro. Como um formigueiro, mais de 3 mil guerreiros atiraram-se sobre os poucos mais de 600 soldados da Cavalaria. Um pequeno grupo conseguiu fugir. Só que o general Custer foi cercado e assassinado. O índio Cavalo Vermelho, em depoimento recuperado em 1893 por Garrick Mallery, do Bureau Norte-Americano de Etnologia, contou que “136 Sioux morreram”. Essa batalha estava longe de ser decisiva. E os Sioux estavam bem perto de seu fim como povo.

 O massacre enfureceu o governo dos Estados Unidos, que enviou mais tropas para a região, obrigando as nações indígenas a se renderem. Todas elas desapareceram ou perderam sua cultura original. “Essa rebelião indígena tem relação direta com a colonização do Oeste. Até por volta de 1840, os Sioux, líderes da revolta, desfrutavam de uma boa convivência com os homens brancos”, diz o professor Michael Tate, especialista em nativos americanos, da Universidade de Nebraska, no Estados Unidos.

Existem controvérsias, mas uma das maiores – e certamente a mais famosa - foi a Batalha de Little Bighorn.

Missão em Great Falls

Nesta ocasião, assim como pensa qualquer roteirista que trabalha tanto com livros quanto com obras cinematográficas, Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli) recorre a outras obras para sua nova empreitada para os quadrinhos de Tex. Antes mesmo de iniciar a escrita, Nolitta mergulhou em sua vasta biblioteca e acabou revisitando duas publicações que recebeu de um amigo do Canadá, as quais evocaram filmes como “Legiões de Heróis” (1940), dirigido por Cecil B. DeMille e estrelado por Gary Cooper; “Terras do Norte” (1952), de Andrew Marton, com Stewart Granger; “O Soldado da Rainha” (1952), sob a direção de Joseph Newman, com Tyrone Power; “Pacto de Honra” (Saskatchewan – 1954), de Raoul Walsh, que traz Alan Ladd; além de revistas em quadrinhos como “O Rei da Polícia Montada” (1935), de Zane Grey e Allen Dean, e “Jaqueta-Vermelha” (1959), com roteiros de Giovanni Luigi Bonelli e ilustrações de Tarquínio e Gallieno Ferri.





"O Rei da Polícia Montada" (King of the Royal Mounted) de Zane Grey e Allen Dean, desenhos de Tarquínio e Gallieno Ferri.



httpswww.guiadosquadrinhos.compersonagemdick-valente-o-rei-da-policia-montada


Com o título original Missione a Great Falls, inicialmente, a história foi publicada para a revista Tex (HQ) na Itália nos números 203 a 207 em 1978 e no Brasil em 1981, pela Editora Vecchi, com os títulos: “Missão em Great Falls” nº 131, “A Rocha Negra” nº 132, “Tortura” nº 133 e “O Ataque dos Mounties” nº 134. Texto de Guido Nolitta, desenhos de Ferdinando Fusco e capas de Aurelio Galleppini “Galep”.

O ranger Tex Willer está em Great Falls, um povoado do Montana ao noroeste dos Estados Unidos (aproximadamente a 160 km da fronteira com o Canadá), para testemunhar no processo contra Roger Goudret, um estranho personagem que conseguiu provocar numerosas rebeliões entre os índios. Ali, o ranger tem a surpresa de deparar com o amigo da Polícia Montada Canadense, Jim Brandon, que chegou em companhia do seu ajudante sargento Donovan, justamente para pedir às autoridades americanas a extradição do acusado – que cometeu os mesmos crimes no seu país. Na cidade encontra-se também Pierre Goudret, que quer libertar seu primo Roger e ajudá-lo a incitar uma revolta em todo o Canadá de língua francesa contra o domínio britânico.                                                                




              

Aventura de Tex Willer e Jim Brandon no Canadá. Arte e desenho do italiano Claudio Villa.

 



O fora da lei Pierre, juntamente com o sargento Donovan (que trai o Capitão Brandon e seus compatriotas) e outros asseclas, consegue libertar e fugir com o prisioneiro para o Canadá. Tex Willer e o Capitão Jim Brandon começam uma caçada ao bando, tentam se infiltrar entre os rebeldes, mas numa ação audaciosa no centro de recrutamento, são reconhecidos. Após um áspero confronto, terminam capturados pelo ex-sargento Donovan, que se encontra no povoado dos insurgentes, depois são encaminhados para o acampamento maior das diversas tribos indígenas.

Não podemos negar, há uma figura coadjuvante na trama, ou ainda chamá-lo até mesmo de protagonista, que foi importante no meio dos índios e vilões; trata-se de Pierre Goudret, indivíduo que os indígenas batizaram de “Big Bear” (urso grande). “Big Bear” era um sujeito tão grandalhão que usava uma arma pouco explorada no universo de Tex Willer: um rifle1 de cano curto, que era possível manusear com uma mão só, típico para aquele homenzarrão, ou brutamontes no linguajar mais rude, termo comum no faroeste e outros filmes de ação.



À esquerda, Pierre Goudret, o “Big Bear”, com o seu rifle curto na mão, pronto para atirar – cena do episódio Tex (HQ) “Missão em Great Falls” (p. 39 – Arte de F. Fusco); à direita, o rifle Winchester Mare’s Leg, Modelo 1892, reformulado por Kenny Howard.

 

 

httpswww.facebook.com- big-bear-Winchester-Mare's- Leg


O bandido Pierre, ou “Big Bear”, tem a função de ser o braço-direito do primo Roger Goudret para liderar seus capangas e o levante separatista francófono2 que, juntamente com os indígenas, desestabilizava toda a região do conflito. Acontecem vários encontros desagradáveis entre “Big Bear” e a dupla Tex e Brandon, mas o melhor momento desse impasse está no eletrizante final, com Tex e sua caçada ao grande urso...

Guido Nolita decidiu abordar os Jaquetas-Vermelhas do Canadá, a Polícia Montada (popularmente conhecida como os mounties), unindo-os ao herói dos quadrinhos de faroeste, Tex Willer, numa excelente aventura nas florestas canadenses.

Ao longo de mais de 300 páginas, Nolitta apresenta mais uma de suas grandes façanhas, que assume, de maneira mais ou menos indireta, um certo caráter político, abordando a tradicional rivalidade existente entre as comunidades britânicas e francesas no Canadá. Embora a aventura não sirva para o autor emitir um alerta ou denunciar algo, parece-nos que Nolitta, apesar de retratar a luta dos rebeldes contra o domínio da coroa britânica, nunca se posiciona claramente a favor de qualquer lado do conflito.

O que se torna mais evidente, atraente e claramente expresso pelo autor é a maneira como certas revoltas são organizadas e planejadas. Muitas vezes, elas têm como base ideais legítimos, mas rapidamente sucumbem a um apelo extremista, que distorce aquilo que inicialmente era assumido e julgado como puro, honesto e justo. Roger Goudret é um revolucionário idealista. Embora busque a libertação dos colonos franceses e dos indígenas no Canadá. Ele entra em constante conflito com os métodos radicais e violentos de seu primo Pierre Goudret; inclusive nas abordagens contra os mounties, considerava tudo aquilo um massacre insensato. A interação entre os dois primos é fundamental para a história elaborada por Guido Nolitta. Roger é visto como um pastor e pensador. Suas intenções são primordialmente políticas, buscando sublevar a região contra o domínio britânico por meios nacionalistas. Por outro lado, “Big Bear” era um assassino cruel e sanguinário. Ele não consente com os limites éticos que Roger tenta impor e muitas vezes desconsidera a vontade do primo, promovendo chacinas e emboscadas contra a Polícia Montada do Canadá e civis. A ignorância de “Big Bear” acaba levando à morte o seu próprio primo Roger.

Esse é um argumento que reflete a sensibilidade de Nolitta, pois seu Tex frequentemente se vê atado aos acontecimentos e até dependente de ações alheias, sem que isso seja interpretado como uma fraqueza do herói. Considere, por exemplo, toda a cena do ranger preso com Jim Brandon ao "poste dos martírios" (ou "poste de tortura", método utilizado pelos indígenas americanos); um cenário que, se fosse apresentado por outros autores hoje em dia, provavelmente geraria um intenso clamor de críticas. Tex surge como um herói mais humano e menos mítico, mais estrategista e menos infalível, apresentando um conjunto de limitações que o torna mais acessível ao leitor.

Ferdinando Fusco assina também esse episódio, uma de suas principais obras como desenhista, alcançando um resultado notável ao criar um Tex ainda muito ticciano (Giovanni Ticci, desenhista italiano), sempre com aquele olhar cínico que o autor lhe atribuiu desde o começo. Neste ponto, o Tex de Fusco ainda não possuía a densidade física que o autor foi aprimorando ao longo dos anos, tornando-o semelhante a John Wayne. Este Tex ainda é um ranger jovem, ousado e irreverente, em suma, bastante clássico.

Notas e Referências:

MARLENE e SILVA. História Geral – Moderna e Contemporânea. São Paulo: Editora IBEP, 1976; História: Coleção Cultura e Sociedade – Do século XIX até o século XX (vários autores). São Paulo: IBEP, 1999; MOTA e BRAICK. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1999.

https://pt.wikipedia.org/wiki/genocidioindigenaestadosunidos; https://adorocinema.com/filme-7653/; https://pt.wikipedia.org/wiki/o_ultimo_dos_moicanos_(1992); História atual no https://www.google.com/.

Revista Mundo Estranho, Abril Cultural, 2003, Indian Wars, Robert M. Utley, Simon & Schuster, 2002. Revista Aventura na História, Editora Abril, 2019; ambas as revistas trazem em algumas de suas páginas o assunto do massacre de Little Bighorn.

Revista: Tex - Edição Histórica nº 102. “Missão em Great Falls”, Mythos Editora, 2017.

https://texwillerblog.com/tex-serie-normal-missao-em-great-falls/, texto baseado em Mário João Marques na Internet.

(1) O rifle Winchester Mare’s Leg refere-se historicamente a uma arma modificada com cano e coronha cortados. A Mare's Leg ("perna de égua") original teve sua configuração alterada pelo armeiro Kenny Howard, possibilitando sua exibição em um coldre específico na perna, tal como "Big Bear" a portava. Embora o conceito original tenha nascido com o rifle Winchester Modelo 1892, que apareceu na série de TV "Procurado: Vivo ou Morto", a sua versão baseada na Winchester Modelo 1887 ganhou fama mundial no cinema e na cultura pop. O Mare’s Leg foi utilizado em várias cenas de filmes como “Era Uma Vez no Oeste” (1968), a arma é usada pelo ator Woody Strode na icônica cena de abertura do filme; “O Homem Que Não Teve Pecado” (1973); "O Justiceiro Implacável" (Boss Nigger 1975), entre outros.

(2) Francófono (ou francófona) diz respeito a quem fala francês ou utiliza a língua francesa em territórios como língua oficial, administrativa ou de uso cultural. Exemplos incluem a França, partes do Canadá (como Quebec), Bélgica, Suíça e várias nações do continente africano.

Textos adaptados por Jansen Furtado - pesquisas, 2026. Ilustração e busca na internet: Francisco Furtado, 2026.

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