A ARTE DOS QUADRINHOS
Tex Willer, o Ícone Imaginário dos Quadrinhos que Cativou as Massas Populares: “Uma Verdadeira Epopeia” 1.
O Pai de Tex: Giovanni Luigi Bonelli.
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A fábrica de sonhos de Bonelli: O nome Bonelli acompanha a maior produção de literatura inteiramente italiana em nosso país, desde o período pré-guerra até os dias de hoje. Quem deu início a essa impressionante aventura editorial foi Giovanni Luigi Bonelli, criador, entre os muitos personagens aos quais sua imaginação irreprimível deu vida, daquele Tex que se tornou um ícone do imaginário coletivo, e não apenas do italiano.
Nascido em Milão (22 de dezembro de 1908), Giovanni Luigi Bonelli (também conhecido com os abreviados “Gianluigi Bonelli” ou “G. L. Bonelli”) foi um argumentista incansável, considerado o patriarca dos quadradinhos italianos, criador do personagem Tex Willer.
Seu contato com os quadradinhos acontece com Lotario Vecchi (o patriarca, não o Lotario da editora Vecchi brasileira), quando dirige uma série de títulos para a Saev, de Milão, entre 1937 e 1939. Tornou-se o argumentista mais importante da revista semanal católica “Il Vittorioso”. Em 1940, G. L. comprou os direitos da revista “L’Audace”, lançando as bases da Editrice Audace (Editora Audaz, actual Sergio Bonelli Editore). A partir de 1940, quando montou a pequena editora, e até 1945, criou vários personagens e revistas, além de colaborar com outra editora, a do seu amigo Giovanni de Leo, de Génova. Durante a Segunda Guerra, a Editrice Audace passou a ser dirigida pela srª. Tea Bonelli, pessoa gentil e decidida, cuja administração acertada permitiu a Gianluigi dedicar-se inteiramente às suas funções de argumentista.
Junto com o artista Galep, criou “Tex”, baseado em Tom Mix e nas aventuras de cowboys que consistiam a sua dieta na juventude. De acordo com o seu filho, Sergio: “Eu lembro-me das histórias que o meu pai escrevia de impulso e com entusiasmo, liberando uma fonte narrativa particularmente feliz, treinada com leituras de grandes romancistas de ação e aventura (Jack London, Henry Rider-Haggard, Zane Grey) que eram publicadas na ‘Collana Romantica’ da Editora Sonzogno, enriquecidas por novas e mais modernas sugestões vindas dos filmes de mestres do ‘cinema da Fronteira’ como John Ford e Howard Hawks”.
Bonelli escreveu a quase totalidade dos argumentos das aventuras de Tex publicadas até à segunda metade da década de 1980, inclusive o livro “Il massacro di Goldena”, em 1951 (mais tarde adaptado para a banda desenhada como “Território Apache”)..
Mas um pouco antes, no início dos anos 80, o seu filho, o editor Sergio Bonelli, deu conta que o pai não conseguia mais escrever sozinho todas as histórias de Tex. E o próprio Sergio, cada vez mais absorvido pelo quotidiano da Editora que crescia dia a dia, não poderia se dedicar aos argumentos. A saída foi começar a procurar alguém em condições de elaborar as histórias do maior ícone dos quadradinhos da Velha Bota. A atenção do editor voltou-se para o autor das histórias de faroeste do personagem “Larry Yuma”, então publicadas na revista “Il Giornalino” (“A Revistinha”), Claudio Nizzi. Este começou a escreveu Tex em 1983 e nunca mais parou.
Outras Obras do Mestre Bonelli:
Furio – 1941
Nascido na esteira do sucesso de Dick Fulmine, Furio Almirante — um boxeador de punhos de ferro, feio, mas simpático, com uma vasta cabeleira ondulada — foi um personagem muito eficaz, provando ser um verdadeiro pilar para a Audácia de Tea Bonelli, da Edizioni, capaz de superar as complicações e os obstáculos causados pela guerra sem muita dificuldade. Ambientadas em um cenário exótico (toda a parte inicial tem a América do Sul como pano de fundo, por exemplo), as histórias desse herói e de seu inseparável assistente, o gorila Serafino, eram abrangentes e despertaram enorme simpatia, conquistando o carinho de muitos leitores.
Furio logo se tornou o protótipo do justiceiro, intolerante aos poderosos, aos astutos e aos políticos, inclinado a fazer justiça com as próprias mãos (e a fazê-lo contra os mais fracos), em um mundo onde a intriga e a arrogância constantemente zombam da justiça. Essa filosofia permitiu que Furio alcançasse extrema popularidade, que não foi afetada nem pelas inúmeras mudanças de figurinistas (Carlo Cossio no início, Vittorio Cossio logo em seguida e, no período pós-guerra, Dino Attanasio e Lina Buffolente), nem pelas transformações de formato e figurino (para se adaptar ao gosto da época, Furio adotou, em certo momento, uma máscara que, na realidade, não o mascarava em nada).
Foi especialmente no período pós-guerra que Gianluigi Bonelli, já completamente mestre da linguagem expressiva, incutiu no personagem aquelas características psicológicas que, posteriormente refinadas, levariam ao sucesso de décadas de Tex. Reapresentado em versão com libreto na década de 1960, renovado pelo estilo cativante de Franco Bignotti, o personagem (de certa forma, já irremediavelmente datado) teve uma recepção apenas morna.
Capitão Luck - 1941
Paralelamente às façanhas do gigantesco Furio, outros personagens apareceram naqueles anos em edições especiais da revista "Audace", que entraram merecidamente para a história dos quadrinhos italianos. Entre eles, devemos lembrar primeiramente do Capitão Fortuna, escrito e desenhado pelo grande Rino Albertarelli, em melhor forma do que nunca nessas histórias.
Era uma verdadeira saga, ao estilo de salgar, com nuances românticas, mas com um autêntico sabor de aventura nos desenhos animados. O protagonista, Capitão Fortuna, um talentoso marinheiro italiano, é o comandante do navio La Pellegrina. Ele é acompanhado pelo idoso Pappafico e pelo jovem Trinchetto, enquanto o vilão da história é o malvado pirata Inglaterra. A doce, mas não indefesa, Morena acrescenta um toque romântico à história.
Ambientada no século XVII, esta saga se desenrola em ambientes exóticos, sem poupar reviravoltas e visões apocalípticas (o cataclismo que, no primeiro episódio, destrói uma ilha inteira é memorável). Reimpressa diversas vezes, após a guerra, duas de suas aventuras foram reaproveitadas para a série Occhio Cupo e, para a ocasião, o herói passou a usar a agora tradicional máscara preta.
Orlando Invencível - 1941
Em "Orlando Invencível", o mito dos Paladinos é revisitado pelos textos de Gianluigi Bonelli, baseados nas invenções literárias de Ariosto e Boiardo, que haviam cantado os feitos do herói épico em forma de poema. A obra narra a história do valente campeão de Carlos Magno que, por amor à bela Angélica, enfrenta todo tipo de aventuras contra feiticeiros, gigantes, cavaleiros e dragões.
Rino Albertarelli, autor dos desenhos, pode aqui dar vazão ao seu talento gráfico, criando um mundo entre a realidade e a magia que não encontra paralelo nos quadrinhos daqueles anos. O grande Albertarelli deu continuidade ao trabalho de Vittorio Cossio (aliás, os desenhos da primeira parte da história são dele).
Os Conquistadores do Espaço - 1943
Como era tradição em todos os "livros-jornal" (esta é a redação no cabeçalho do novo "Audace"), o destino da publicação também foi sustentado por histórias seriadas, como "Os Conquistadores do Espaço", baseadas em textos de Gianluigi Bonelli e desenhos de Raffaele Paparella, primeiro, e de Nico Lubatti, depois.
O protagonista, Claudio Reni, se vê envolvido em uma história de fantasia (inspirada nas aventuras de Flash Gordon, mas com sua própria originalidade vibrante), que se passa em uma área inexplorada do Himalaia e que o levará a enfrentar ciclopes, homens verdes e raios da morte, em uma tentativa de se opor aos Falcões Cinzentos do Tao Maligno.
Projeto de Lei Pompeu - 1943
Uma série de histórias em quadrinhos divertidas, mas com um enredo cheio de aventuras, criada por Davide Faustinelli com base em textos de Gianluigi Bonelli e centrada no personagem Pompeo Bill, um vaqueiro barbudo, e seus amigos, o velho Tapioca e o índio Penna Rossa.
A Pérola Negra - 1943
Este “cine novela" (como algumas histórias em quadrinhos eram chamadas na época) já havia aparecido nas páginas da "Audace" em 1938, mas estamos tratando dela por ocasião da bela reimpressão em três álbuns realizada em 1943, a fim de termos a oportunidade de mencionar, dentro desta cronologia, a colaboração histórica entre Gianluigi Bonelli e o grande desenhista Franco Caprioli, já aqui em toda a extensão de suas qualidades expressivas.
A história gira em torno de uma preciosa pérola negra que dá acesso a uma cidade misteriosa, onde se encontram imensos tesouros. Os protagonistas são Sandro, um jovem jornalista, a bela Anna e o traiçoeiro Moro, em um cenário exótico como a Melanésia, que Caprioli retrata de forma evocativa.
Adoradores do Diabo - 1943
É um conto que narra a busca frustrada pelo Selo do Dragão por um herói ítalo-americano, Tony Brelli, em meio a aventureiros e xeiques.
O texto de Gianluigi Bonelli foi acompanhado pelos esplêndidos desenhos de Enrico Bagnoli que, no projeto gráfico, inspirou-se no grande Alex Raymond.
Hypnos - 1946
Ao final da Segunda Guerra Mundial, na esteira do sucesso de "Mandrake", Gianluigi Bonelli deu vida à série de Ipnos, um jovem ilusionista e hipnotizador em busca dos Sete Selos, a chave para o tesouro Ming. Acompanhado pelo forte Mastim e pelo ágil Pill, o protagonista transita entre metrópoles e paisagens orientais, enfrentando com magia e hipnotismo os homens do Dragão Negro e os ladrões liderados pela bela Lula Smith (que, no final, se redime).
A série teve uma trajetória editorial bastante conturbada devido à impossibilidade de encontrar um artista que garantisse a continuidade e a regularidade da produção. De fato, os desenhos foram alternados por Gino Cossio , Paolo Piffarerio, Guido Da Passano , Armando Bonato e, finalmente, Mario Uggeri , que tentou relançar a série com uma estética decididamente raymondiana.
Justiça Ocidental - 1947
A figura extraordinária do Lone Ranger, um mito dos quadrinhos americanos, certamente inspirou os criadores de "A Justiça do Oeste", um cavaleiro que herdou de seu famoso colega estrangeiro não apenas coragem e força, mas também a máscara negra e o leopardo indígena, Pena de Águia, acompanhado pelo fiel cão Lampo.
Criada por Gianluigi Bonelli, a série contou com desenhos de Scudellari, Schipani e Monastério. Posteriormente reimpressa no "Albo d'Oro Audace" como "A Justiça Mascarada", teve uma sequência escrita por Franco Baglioni.
Conta de São Francisco - 1948
Em abril de 1948, outro jornalista se torna o herói de uma nova série: Frisco Bill. Ele é um jovem alegre e muito dinâmico, que se lança nas aventuras mais perigosas com o mesmo espírito com que um esportista encararia uma partida de futebol.
Nem é preciso dizer que um personagem desse tipo não poderia atuar em um campo de ação limitado e, portanto, nosso herói salta, com seu inseparável amigo Zazzera e o adorável cachorrinho Pillacchera, em aviões e lanchas, pilotando motocicletas potentes ou cavalos indomáveis, indo, em poucas horas, da elegância de uma boate no Rio às miseráveis cabanas de uma aldeia indígena.
O papel de antagonista alternou-se primeiro com os Filhos da Serpente, uma seita de índios brasileiros, e depois com um misterioso grupo de homens encapuzados.
A série impressiona imediatamente o leitor com os textos brilhantes de Baglioni e o design inovador de Zamperoni (que ganha tridimensionalidade graças ao uso de telas), mas decepciona devido a um final apressado bem no meio da história!
O Ladrão de Bagdá - 1948
Esta aventura evocativa, esplendidamente ilustrada por um Raffaele Paparella mais convincente do que nunca e escrita por Gianluigi Bonelli, narra os acontecimentos de Ali Khim, herdeiro do trono que escapou milagrosamente do golpe de estado organizado por Harun Rasci, que causou a morte do pai de Ali, o califa.
Criado por um pequeno ladrão, Ali aprenderá seu próprio nome com Timur, um pequeno espírito contido em um anel que o menino teve a sorte de roubar. Graças aos poderes do anel e aos conselhos do gênio, Ali poderá retornar ao seu trono de direito e se casar com a bela Zuleyma, que conheceu ao longo da história.
Interrompida nas páginas da "Série Ouro Ousado", a história foi reimpressa e concluída na série Ragno d'Oro, onde foi publicada com o título de "Alì Khim, o ladrão de Badgad" (1950).
O Livro da Selva - 1948
Uma redução, baseada em textos de Marcello Serra, do famoso romance de Rudyard Kipling. A história narra as aventuras do pequeno Mogli, criado por animais na selva indiana.
Os desenhos de um Aurelio Galleppini já em plena maturidade são de excelente qualidade. Publicada como apêndice dos livros da "Serie d'Oro Audace", a história infelizmente permaneceu incompleta.
Olho Escuro - 1948
A série narra as aventuras do nobre francês Carlo Lebeau que, injustamente acusado de assassinato, é deportado para o Canadá em um navio. Após conseguir escapar, ele assume a identidade de Olho Negro, um personagem enigmático, mas ao mesmo tempo crível e humano, que combina seu estranho nome de batalha com um figurino imaginativo.
A história, ambientada na região dos Grandes Lagos, durante a guerra franco-inglesa, terá um final feliz quando Olho Negro levar à justiça quem o prendeu, casando-se mais tarde com Clara Montcain, a jovem que o ajudou a escapar do navio. Esta, em resumo, é a história que nos é contada por Gianluigi Bonelli, sempre acompanhada pelos eloquentes desenhos de Galleppini.
Das florestas canadenses, então, a história se desloca para o oceano, permitindo-nos reutilizar, como já dissemos, uma aventura do Capitão Fortuna, após termos retocado devidamente os desenhos de Albertarelli.
A patrulha dos destemidos - 1948
Os protagonistas da série (indubitavelmente inspirada no programa americano "Radio Patrol") são dois irmãos bonitos: Bob e Alan Grey, comandantes de um departamento especial da polícia americana. Nossos heróis se envolvem em uma luta sem tréguas contra o submundo altamente organizado de uma metrópole moderna.
Nesse ambiente, Gianluigi Bonelli (que assinou, para a ocasião, como B. O’Nelly!) teve a oportunidade de se libertar, criando, em cada livro, uma série de situações imprevisíveis e emocionantes: perseguições frenéticas pelas ruas da cidade, tiroteios intensos tendo como pano de fundo arranha-céus, investigações pacientes nas favelas da cidade e muitas, muitas surpresas para chocar até o leitor mais experiente e experiente de romances policiais (mas também havia implicações irônicas).
Para os desenhos, a série contou com o trabalho de Roy D’Amy, Guido Zamperoni e Franco Donatelli. Chegamos então a 1948, e nas bancas de jornal, onde o formato de tiras tipicamente italiano já se difundia, a principal série da Editrice Audace já aparecia, com um formidável design gráfico vermelho que imediatamente chamava a atenção dos potenciais compradores: Tex!
Mãos ao alto! - 1949
O glorioso título "Audace" já havia perdido o seu brilho. Nem mesmo o personagem Furio (agora Masquerade) se adaptou bem à nova vitalidade que permeava a Itália do pós-guerra. Mas, mais uma vez, a Edizioni Audace tinha um ás na manga na pessoa de Rinaldo D’Ami, roteirista e ilustrador que havia assimilado as lições do cinema western americano e dos grandes autores de quadrinhos daquele país (em particular Milton Caniff).
Assim, em 1949, com uma capa "provocativa" criada por Galleppini, nasceu "Mani al alto!", uma nova série que reunia a já desgastada "Audace" e na qual as aventuras de Furio chegariam ao fim, agora reduzido ao papel de coadjuvante. Os protagonistas dessa nova saga eram o jovem Teddy Star, sargento da cavalaria, Cherry Brandy, o típico velho do Velho Oeste, e Sventola, uma figura simpática e um tanto patética de um órfão bandido.
D'Ami, que mais tarde se americanizou como Roy D'Amy, conseguiu caracterizar seus personagens de forma brilhante, arrastando-os para longas aventuras ambientadas no Oeste americano, mas também no México e no Canadá, e conduzindo-os a um sucesso estrondoso, o que fez de "Hands Up!" uma das obras-primas dos quadrinhos da época. Merecem destaque as figuras das personagens femininas que, inspiradas graficamente nas "mulherzinhas" de Caniff, romperam com a imagem tradicional da "namoradinha que precisa de proteção", participando ativamente da ação.
Plutão - 1949
Plutos foi uma série na qual alguns temas tradicionais dos quadrinhos americanos (e em particular o do herói mascarado) foram explorados por Gianluigi Bonelli para uma história repleta de ação, esplendidamente ilustrada pelos desenhos vibrantes de Leone Cimpellin.
Determinado a vingar a morte do irmão, assassinado num confronto entre gangues rivais, Bill Donovan veste uma fantasia de Batman e, com a ajuda da bela Lula Michigan e do ex-boxeador Joe, parte para a guerra contra gangues de mafiosos e seitas de chineses traiçoeiros. Uma característica marcante do personagem eram suas armas, que liberavam um gás sonífero que narcotizava as vítimas, destinadas a acordar no dia seguinte na prisão!
Surge Tex, ano de nascimento: 1948
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Portanto, o herói mais popular dos quadrinhos italianos completa agora setenta e oito anos (1948 – 2026). E certamente não se pode dizer que isso seja ruim para ele! Criado por Gianluigi Bonelli e ilustrado por Aurelio Galleppini, Tex Willer, o ranger mais amado da Itália, ainda ocupa hoje, após mais de meio século de vida editorial, uma posição de absoluta importância no mercado italiano. O primeiro dos heróis do faroeste italiano a incorporar o ponto de vista dos nativos em suas histórias (e isso muito antes do advento do faroeste "crepuscular" no cinema, no início dos anos setenta), Tex enfrenta cada aventura na companhia de seus três fiéis companheiros: seu filho, o jovem mestiço Kit Willer (nascido do casamento com a navajo Lilyth (Lírio Branco), que morreu em circunstâncias trágicas), o velho e espirituoso Kit Carson “Cabelos de Prata” (apelido dado pelos índios) e o guerreiro navajo Jack Tigre.
A Arte de Tex Willer
Os principais desenhistas de Tex de 1948 até os anos 1980 foram Aurelio Galleppini (Galep), Guglielmo Letteri e Giovanni Ticci. Criado por Gian Luigi Bonelli e Galep em setembro de 1948, o gibi teve uma fase inicial desenhada quase inteiramente pelo próprio co-criador antes de expandir seu seleto grupo de artistas nas décadas seguintes.
Aurelio Galleppini
(Galep): Desenhou sozinho as primeiras tiras e edições de Tex a partir de 1948,
definindo o rosto clássico do herói e criando a identidade visual de todo o
universo do Velho Oeste da Sergio Bonelli Editore. Galep também desenhou
todas as capas da série principal de Tex na Itália até a edição número 400,
publicada em 1994. Em
dições brasileiras, produziu a imensa maioria das capas da coleção regular (Tex
normal) publicada no país até o número 310.
Aurelio Galleppini, em arte Galep, realizador
gráfico de Tex e desenhador, nasceu em Casal di Pari (GR), Itália, em 28 de
agosto de 1917, de pais sardos, e viveu a maior parte da sua juventude na
Sardenha, onde deixou os estudos no segundo ano do instituto industrial para
dedicar-se ao desenho e à pintura, que estudou de forma autodidata. Quando ele
tinha dezoito anos, os seus desenhos apareceram em pequenos filmes animados
executados por conta de uma empresa alemã fabricante de projectores em dois
tempos.
Os primeiros desenhos de Galleppini, estampados sobre periódicos, remontam a 1936: eram fábulas ilustradas destinadas a “Mondo Fanciullo”. De 1937 a 1939, ele colabora em “Modellina” com as suas primeiras histórias ilustradas – “In terra straniera”, “La prova dei coccodrilli”, “All’ombra del tricolore”, “Le avventure di Pulcino” (essa última um grande álbum a cores em modo humorístico) –, além de desenhar algumas capas para “Il Mattino Illustrato” e de ilustrar “Il segreto del motore” de Andrea Lavezzolo. Nos mesmos anos, ele desenha para a editora Mondadori duas longas bandas desenhadas, escritas por Federico Pedrocchi: “Pino il mozzo” e “Le perle del mar d’Oman”.
Em 1940, Galep transfere-se para Firenze, onde inicia a colaboração com a editora Nerbini. Em “L’Avventuroso”, vêm à luz numerosas bandas desenhadas, algumas das quais ele cuida também do roteiro. A censura preventiva e outras absurdas disposições do regime que vinham a desnaturar o conteúdo e a forma das bandas desenhadas, induzem-no a suspender temporariamente cada actividade nesse campo. No imediato pós-guerra, Galep dedica-se à pintura – com lisonjeiro sucesso – ao cartazismo e ao ensino do desenho.
Em 1947, ele retoma a actividade de ilustrador
com uma série de álbuns para “L’Intrepido”, entre os quais “Il clan dei
vendicatori”, “Il corsaro gentiluomo”, “Il giustiziere invisibile”, “La perla
azzurra”. Além disso, ele ilustra livros como “I Tre Moschettieri”, “La
Maschera di Ferro”, “Le Mille e una Notte”, “Il Barone di Münchhausen” e
“Pinocchio” (esse último em banda desenhada).
Rumo ao fim de 1947, Galep tem os primeiros contactos com a directora das edições L’Audace, de Milão, para uma nova colaboração. Para Tea Bonelli, ele ilustra o periódico quinzenal “Occhio Cupo” e o fascículo semanal “Tex”, ambos com textos de Giovanni Luigi Bonelli. Tex assinala uma reviravolta na actividade artística de Aurelio Galleppini, que a essa publicação dedica todo o seu empenho, salvo breves e excepcionais pausas como, por exemplo, a história “L’Uomo del Texas” realizada, em 1977, com textos de Guido Nolitta para a colecção “Un Uomo, um’Avventura”.
Galep desenha solitário as histórias de Tex por alguns anos, até quando as dimensões da publicação requerem a mão de outros desenhadores. Entretanto, são suas todas as capas da série até o número 400. Uma dedicação (antes, quase uma simbiose), interrompida somente pelo seu falecimento, acontecido em Chiavari (GE), Itália, em 10 de março de 1994.
Aurelio Galleppini, desenhista italiano,
teve também seu pseudônimo de Galep, conhecido por criar o personagem Tex.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aurelio_Galleppini
Virgílio Muzzi: Ajudou Galep nos desenhos e arte-final das histórias durante os anos 1950, garantindo o ritmo de produção das revistas mensais e no formato tiras (striscia).
Guglielmo Letteri (Leter): Entrou na equipe a partir da edição número 101 (início dos anos 1960). Tornou-se o segundo principal desenhista da série clássica, marcando época com o seu traço dinâmico em histórias longas e no núcleo do personagem El Morisco.
Erio Nicolò: (cujo nome frequentemente sofre variações de grafia como Erico) foi um dos mais importantes e prolíficos desenhistas da consagrada série de faroeste italiana Tex. Ele fez os leitores conhecer seu traço anatomicamente perfeito, luz e sombra bem estudados, hachuras2 fantásticas e rostos cinematográficos. Ilustrou 21 episódios completos do herói a partir de 1964. Nascido em Florença em 1919 e falecido em 1983, ele marcou a época de ouro do personagem com seu estilo único.
Giovanni Ticci: Estreou no final dos anos 1960 (edições 67- 68 na Itália). Ficou famoso por renovar o realismo dos cenários, cavalos e expressões dos personagens, tornando-se um dos maiores mestres da série.
Alberto Giolitti: Entrou na equipe na década de 1970 com vasta experiência no mercado norte-americano, trazendo um traço limpo e clássico para várias aventuras do ranger.
Fernando Fusco: Começou a desenhar o personagem na década de 1970, colaborando ativamente ao longo dos anos 1980 com cenários detalhados e ambientações rústicas do Oeste.
Giovanni Bruzzo: O final dos anos 1970 e a década de 1980 viram a entrada gradual de novos artistas de apoio para suprir a enorme demanda mensal da publicação na Itália.
Diversos ilustradores contribuíram para a extensa trajetória da revista Tex, entre os quais ainda destacamos: Fabio Civitelli, José Ortiz, Alfonso Font, Pedro Mauro, Corrado Mastantuono, Maurizio Dotti, Michele Rubini, Stefano Andreucci, Alessandro Bocci, Claudio Villa, Raffaele Della Monica, entre outros.
Esses artistas desenvolveram uma quantidade enorme de cenários para o Ranger, imagens quase perfeitas como uma imitação da tela cinematográfica. Essa superação de desenhos ajudou a expandir os números de edição do herói. No Brasil, a série regular e mensal de Tex (a Edição Normal publicada pela Editora Mythos) chegou à marca de 674 edições no final de 2025, com novas entregas mensais prosseguindo ao longo de 2026. Na Itália (origem da obra pela Sergio Bonelli Editore), a contagem da série padrão (Tex Gigante / Serie Gialla) ultrapassa os 770 números.
Tex no Brasil
O personagem Tex entrou no Brasil em janeiro de
1951, publicado pela primeira vez na edição nº 28 da Revista Júnior (da Rio
Gráfica Editora, atual Editora Globo), sob o nome de Texas Kid. Já a revista
própria dedicada exclusivamente ao personagem no formato tradicional veio em
fevereiro de 1971, lançada pela Editora Vecchi
O destaque maior será dado ao personagem quando da estreia de revista exclusiva para suas histórias. Foi a Editora Vecchi que lançou Tex em fevereiro de 1971 com a história “O Signo da Serpente”. Esta primeira edição da Vecchi teve 174 números e tinha uma tiragem de aproximadamente 150 mil exemplares. Uma reedição dos números já lançados teve início em abril de 1977 perdurando até 1983. Tex também foi editado pela Rio Gráfica Editora, Globo, Opera Graphica e desde 1999 pela Mythos que tem produzido edições populares, especiais e de luxo (Tex com capa dura e colorido).
Características de Tex: Um Gênero Totalmente Para “Texianos”.
A filosofia de Tex é muito simples: lutar contra todas as injustiças, defender os direitos dos Navajos (sob a identidade de Águia da Noite, líder supremo da tribo) e de todos os indivíduos oprimidos (como membro oficial do corpo de Rangers). Frequentemente ambientadas em cenários exóticos, as histórias de Tex misturam habilmente temas clássicos do faroeste com elementos e atmosferas próximas ao terror e ao fantástico (naves espaciais alienígenas pousando no Arizona, cultos vodu, cientistas loucos...), especialmente nas aventuras em que ele enfrenta seu inimigo número um: o diabólico Mefisto.
Uma característica das histórias é a busca de contextualização da ação dos personagens no tempo e especialmente no espaço: mapas são feitos explicando as referências geográficas e a localização de cidades e aldeias indígenas. Contexto de conflito entre pioneiros, territórios indígenas, presença de contrabandistas e comancheros, ação da cavalaria, velhacarias inúmeras em busca de lucro fácil e destruição física e cultural das populações indígenas são temas persistentes.
O Tex jovem recua a 1860 e o homem maduro cobre o período de 1880-1890. Os Estados Unidos do avanço para o Oeste estarão completando este processo de integração acelerado pela Guerra Civil Americana (1861-1865). As fronteiras do capitalismo se ampliaram e consolidaram e os cenários memorias das populações nativas pouco a pouco se tornarão apenas memórias e histórias a serem contadas ou inventadas.
As histórias são diversificadas, mas se passam nos cenários do Velho Oeste americano com contrabandistas, caçadores de recompensas, assaltantes de trem ou bancos, assassinos de aluguel, cavalaria, índios, pioneiros, guerra da secessão e também aproximações com eventos históricos que se passavam no meio árido do sul dos Estados Unidos em sua fronteira com o México. Muitos números são dedicados a temas sobrenaturais (como Bruxo Mouro) e até com formas de vida extraterrestre, como no episódio “A Flor da Morte”. Esses vastos cenários foram dedicados aos fãs “texianos”, colecionadores e tudo o que pertence ao universo das histórias do cowboy mais famoso dos quadrinhos.
Os motivos para o sucesso de Tex Willer são muitos e, entre eles, a vitalidade, a variedade, a riqueza de ideias que sempre constituíram as características marcantes da série desde sua primeira aparição nas bancas de jornal. Naqueles anos, na Itália, a mitologia do Ocidente, construída sobretudo através das imagens do cinema, ainda se apresentava resumida e esquemática. Tex chegou como um estalo, uma proposta vigorosa que, rompendo com os padrões (não apenas dos quadrinhos) do passado, construiu, com sua energia impetuosa e, de certa forma, "transgressora", novas e mais amplas coordenadas para o imaginário do leitor do pós-guerra.
Atualmente, não é apenas uma das histórias em quadrinhos italianas mais populares, uma verdadeira epopeia, uma espécie de universo autossuficiente, mas também se tornou um fato histórico significativo e um raro exemplo, ainda que seriado, de produção de imagens que manteve o frescor e a vivacidade apesar de sua longa existência.
Mesmo sem escrever Tex, Gianluigi ainda continuou a supervisionar a produção do Ranger. Morreu na comuna italiana de Alessandria (cuja tradução para o português é Alexandria), na região do Piemonte, em 12 de janeiro de 2001.
Notas e Referências:
(1) Chamar uma obra popular como Tex Willer de
"verdadeira epopeia" é um recurso comum na crítica para valorizar
narrativas longas e marcantes. A trajetória dele, “o mítico”, nas bancas é tratada
como uma jornada heroica e monumental devido ao seu enorme tempo de vida e
impacto cultural. Tex Willer age como o protagonista forte e valente que vence
os perigos do oeste americano. A história atravessa gerações e atrai multidões
de leitores, o que justifica o tom heroico atribuído ao título.
(2) Hachuras são conjuntos de linhas próximas,
paralelas ou cruzadas [0.8], usadas para criar efeitos de sombra [0.2, 0.3],
volume [0.2], textura [0.2] e preenchimento. Elas aparecem principalmente nas
artes visuais e no desenho técnico.
Na internet: https://texwillerblog.com/especial-tex-70-anos-iii-%E2%80%93-a-historia-de-gian-luigi-bonelli/; https://www.sergiobonelli.it/; https://www.google.com/.
Jansen Furtado - pesquisas, 2026.
A Editora Vecchi iniciou a publicação da
Revista TEX no Brasil em fevereiro de 1971, com a primeira edição nº 1, "O
Signo da Serpente".
Vejamos a relação das principais revistas
publicadas de Tex mensal, desde a edição número 1 (Editora Vecchi) até a de
número 300 (Editora Globo).
01 O signo da serpente
02 Vingança de índia
03 A batalha de Silver Bell
04 Forte Apache
05 Fuga dentro da noite
06 O vale do terror
07 Drama na pradaria
08 Horda Selvagem
09 O louco do deserto
10 A flecha negra
11 Rivais na guerra do ouro
12 A ferro e fogo
13 Luta implacável com os falsificadores de
dólares
14 O tesouro do pirata
15 Traição na trilha do ouro
16 Território apache
17 O massacre dos búfalos, o mistério do vale
da lua
18 Drama no Circo
19 A cidade sem lei
20 A quadrilha do ás de espadas
21 Os renegados de Virginia City
22 O corcel sagrado
23 Tex, vingador e justiceiro
24 O misterioso mister p
25 A lança sagrada
26 O desafio dos peles-vermelhas
27 O sequestro
28 Búfalo Bill
29 Os cinco fugitivos do inferno
30 Dinamite na guerra do petróleo
31 Terror no rio sonora
32 O caçador de criminosos
33 O homem de quatro dedos
34 Navajos em pé de guerra
35 Alarme no forte summer
36 A fabulosa cidade de ouro
37 O temível coiote negro
38 Emboscada na ilha misteriosa
39 A batalha dos vingadores
40 O Bruxo Mouro
41 O mistério das pedras venenosas
42 A caverna do vale dos gigantes
43 Juramento de vingança
44 Vingança com dinamite
45 Um carrasco para os tubarões
46 O grande rei
47 Maldade satânica
48 O desfiladeiro da morte
49 A ponte trágica
50 Flechas pretas assassinas
51 Tambores de guerra
52 Na polícia montada
53 Entre duas bandeiras
54 Quando explodem os canhoes
55 A batalha sangrenta
56 A vingança de Apache Kid
57 O destino de um bravo
58 A noite dos assassinos
59 O totem do sacrifício
60 O homem de Denver
61 O índio branco
62 Os apaches atacam
63 O refúgio dos mescaleiros
64 Os sinos dobram por Lucero
65 A flor da morte
66 Fantasmas no deserto
67 A vingança dos tuaregs
68 Caçada humana
69 Justiça para um carrasco
70 Os caçadores de escalpos
71 Assalto ao trem
72 Texas Bill
73 O desfiladeiro do diabo
74 Na fronteira do colorado
75 Pistoleiros de Laredo
76 O tesouro do templo
77 Pesadelo!
78 Espectros
79 Os filhos da noite
80 A aldeia da morte
81 Na pista do Kansas
82 Pat, o irlandês
83 Terror na selva
84 Black Baron
85 A volta do dragão
86 O ás na manga
87 A rede se fecha
88 A Marca do Dragão
89 A lei do mais forte
90 Sem trégua
91 Às margens do Pecos
92 Diablero
93 A rainha da noite
94 Pacto de sangue
95 Terra prometida
96 Cheyennes
97 Kento não perdoa
98 San Francisco
99 Luta no mar
100 Aventura em Utah
101 O Filho de Mefisto
102 Magia negra
103 O veleiro maldito
104 A volta de Montales
105 Adiós, amigo!
106 Os prisioneiros do deserto
107 O grande golpe
108 Em nome da lei
109 A cela da morte
110 A sombra do patíbulo
111 Ao sul de Nogales
112 El Muerto
113 A Volta de Yama
114 A dança do fogo
115 Chinatown
116 A hora da violência
117 O subterrâneo da morte
118 O tirano da ilha
119 O homem das mil caras
120 Trapper!
121 Homens sem medo
122 A corrida da flecha
123 Dakotas
124 Mesa dos esqueletos
125 O mistério da mina
126 O grande golpe
127 Locos
128 No covil dos bandidos
129 O ouro do colorado
130 Grand canyon
131 Missão em Great Falls
132 A Rocha Negra
133 Tortura
134 O Ataque dos Mounties
135 A Mao Vermelha
136 A águia e o relâmpago
137 Ninho de víboras
138 A casa no rio
139 Linchamento
140 Tucson
141 Traficantes de armas
142 Ataque noturno
143 O tesouro de Santa Cruz
144 Fantasmas do passado
145 Os encapuzados
146 Réquiem para um canalha
147 O clã dos cubanos
148 A ilha dos mortos
149 A Máscara de Ferro
150 O sindicato do opio
151 Xeque-mate
152 Cão amarelo
153 Fogueiras na noite
154 O círculo de sangue
155 Horas de terror
156 Os quatro fugitivos
157 O sinal de cruzado
158 Caçada!
159 Caminho sem regresso
160 O vale da morte
161 Trilhos ensanguentados
162 Desafio no canyon
163 O solitário do oeste
164 Selva Cruel (última edição publicada pela
Editora Vecchi).
A partir de outubro de 1983, a Editora RGE (Rio
Gráfica Editora) assumiu os direitos e continuou a publicação a partir do nº
165, “O Rosto do Traidor”.
165 O rosto do traidor
166 Um xerife em apuros
167 A flecha quebrada
168 O uivo do coiote
169 O esconderijo do diabo
170 O renegado
171 A sombra de Mefisto
172 O Wanga
173 Tex contra Yama
174 Os filhos do sol
175 O segredo de Sierra Madre
176 O sepulcro asteca
177 Bandoleiros
178 O desertor
179 Aliados perigosos
180 Intriga diabólica
181 Dinamite
182 A grande ameaça
183 O vingador mascarado
184 A floresta petrificada
185 Cavalgada selvagem
186 A volta do carniceiro
187 O justiceiro
188 Um mundo perdido
189 O carro de fogo
190 Gerônimo!
191 Um ranger do Texas
192 Os crimes do lago congelado
193 O homem na sombra
194 Grito de guerra
195 A vingança de Jack Tigre
196 Os Dominadores do Vale
197 O coronel Watson
198 Uma suja trapaça
199 Os reféns
200 A lança de fogo
201 Fogo cruzado
202 A passagem secreta
203 Lua comanche
204 Os abutres
205 Território inimigo
206 Fuga de Anderville
A fase da revista Tex (série mensal) na Editora
Globo começou em janeiro de 1987, com o número 207 “O Hotel dos Fantasmas”, e
foi até dezembro de 1998, no número 350.
207 O Hotel dos Fantasmas
208 A porta fechada
209 Mensageiro da morte
210 Águia da noite
211 A taberna do porto
212 Os conspiradores
213 O dia do medo
214 A volta da mão vermelha
215 Com água até o pescoço
216 - A Ameaça Invisível
217 O rancho dos homens perdidos
218 Os estranguladores
219 A caverna dos Thugs
220 Labirinto mortal
221 Os quatro assassinos
222 Sangue no rio
223-O bisonte branco
224 O diabólico Protheus
225 Emboscada no Black Canyon
226 O garoto selvagem
227 - Na Pista de El Lobo
228 Gringos!
229 - A Arma do Massacre
230 – Jogo Triplo
231 - Atentado em Washington
232 - Asas da Morte
233 - Alvo Tex Willer
234 Os irmãos Border
235 O moinho abandonado
236 O navio do deserto
237 Os Espíritos do Deserto
238 O Turbilhão da Morte
239 - Nos Pântanos da Louisiana
240 Kabagi, O homem-crocodilo
241 O prisioneiro do Nantucket
242 O tesouro da velha missão
243 Prata Maldita
244 Terror nas profundezas
245 O Homem-Serpente
246 Sepultados vivos!
247 Retorno da Morte
248 diabos vermelhos
249 Ataque final
250 Liberdade para Skagway
251 O massacre de Kalabah
252 Morte no rio das almas
253 Perseguição implacável
254 Complô diabólico
255 Armadilha mortífera
256 Os espíritos da noite
257 A bruxa enlouquecida
258 O ataque de Zhenda
259-O labirinto da morte
260 A carta misteriosa
261 A seita dos três k
262 O bando do Caveira
263 Ilha dos fantasmas
264 A Conspiração
265 Fuga de Alcatraz
266 O Escravo Branco
267 O resgate de Devlim
268 A cidade morta
269 Sequestro nas colinas do vento
270 A farsa
271 Táticas de guerra
272 A montanha sagrada
273 Pegadas na areia
274 Fugindo do inferno
275 Encontro com a morte
276 O triunfo da verdade
277 Emboscada na mina
278 A conquista da fortaleza
279 A queda de um tirano
280 - Arizona Sangrento
281 Ajuste de contas
282 Thonga, o tirano
283 Alarme falso
284 A garra de um navajo
285 Além da fronteira
286 - Rancho Dorado
287 Sementes de ódio
288 Justiça para os navajos
289 A volta do bandoleiro
290 Procurados
291 Terror na cripta
292 Os fanáticos do Tigre Negro
293 A Fortaleza Malaia
294 Percurso infernal
295 Fúria vermelha
296 Na pista dos renegados
297 Tempo de matar
298 O segredo do mourisco
299 A volta do deus asteca
300 Oklahoma!
Fizemos um rol de várias revistas que chamamos
de Tex mensal (ou normal), não obtemos informações de todas as edições, porém,
sabemos que a publicação do herói do faroeste em quadrinhos continuou sendo
publicada no Brasil pela Mythos Editora, começando em janeiro de 1999, a partir
da edição nº 351, "O Bando dos Irlandeses".



